Renovei meu arsenal de poemas
Passei pelo bar da esquina
Encontrei um velho e seus dilemas
O velho me contou coisas novas
Coisas que eu não sabia
Eu ouvia o que o velho dizia
Eu sentia o que o velho sentia
Ouvi histórias loucas, não poucas
Ouça para saber e para ser veja
Mas para que faça sentido cerveja
A cada gole uma nova frase ou verso
E nas memórias do velho eu submerso
Ele dizia na vida sempre haverá dor
Rico, pobre, preto, branco...
Na vida sempre haverá pranto
Forte, fraco, corajoso ou não...
O importante é proteger o coração
Mas nunca de mais
para não perder oportunidades de amar
Também nunca de menos
Para não sofrer em vão
Levantei e segui meu caminho
Acenei para o velho como quem agradecia
Para muitos ele era um simples bebado
Para mim um grande sábio
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